A primeira paragem do dia, depois de tomarmos o pequeno almoço a admirar a vista ridícula da nossa pousada, foi a Nine Arches Bridge. Para nossa grande surpresa, trata-se uma ponte com nove arcos, ainda atravessada pelos comboios da linha que amanhã nos levará a Kandy, construída no início do século vinte por locais em pedra e tijolo após o aço que inicialmente lhe estava destinado ser desviado pelos britânicos para o esforço da Primeira Grande Guerra.
O resultado é uma estrutura perfeitamente enquadrada com a paisagem que a rodeia, tornando-a num destino popular tanto para turistas como para locais. Dois guardas tentam os possíveis para não deixar visitantes corajosos sentarem-se à beira da ponte mas não parecem muito preocupados com quem anda nos carris, talvez porque os comboios só muito raramente atravessem a ponte (estivemos cerca de uma hora por lá e não vimos nenhum).
Chegar ao primeiro pico até foi relativamente fácil, em parte devido aos degraus que se estendem sobre a quase totalidade do caminho, e a vista das paisagens verdejantes e acidentadas, ocasionalmente atravessadas por estradas que dariam uma boa etapa de rally, é um prémio mais do que satisfatório. Já o caminho para o segundo pico é mais trabalhoso, com a escadaria de cimento substituída por um íngreme caminho de pedras e terra batida, perfeito para testar as capacidades dos All-Star da Ana. O esforço é recompensado com uma vista absurda da transição da região montanhosa que nos rodeia para o terreno plano, que começa lá ao fundo e se estende até ao horizonte.
Para ser sincero, o post de hoje poderia ter-se resumido a fotografias de paisagens deslumbrantes, uma vez que é pouco provável que as minhas palavras lhes façam justiça. A cereja no topo do bolo, depois de um lanche ajantarado que nos satisfez o enorme apetite criado pelas diversas subidas e descidas, foi um pôr-do-sol em tons de vermelho que fechou em alta a nossa estadia em Ella.
Beijos e abraços,
Ginete






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