Saturday, 19 August 2017

Dia 16 - Delhiites

Regressados a Delhi, o Ben e eu reparámos que desenvolvemos uma alergia a “Delhiites”. Mesmo que metade das pessoas que começam a falar connosco do nada só estejam mesmo a ser simpáticas e prestáveis, a verdade é que a outra metade está claramente a tentar enganar-nos. Apesar dos inúmeros avisos (por exemplo sobre taxistas do Aeroporto que dizem que o hotel para onde o cliente quer ir está fechado, ou que o acesso está bloqueado pela polícia ou por tumultos ou por uma invasão alienígena) conseguimos ser palermas o suficiente para cair uma ou duas vezes - uma delas já documentada neste blog, que teve o desfecho esperado ao voltarmos à agência de viagens para tentar reaver o nosso dinheiro, onde fomos recebidos com gritos e insultos vários. É difícil negar que o nosso regresso à capital nos deixou com profundas saudades dos Himalaias, pelo menos até acabarmos num bar de cocktails com muita piada a celebrar a última noite do Ben em Delhi, com um simpático exemplo de Delhiite que tínhamos conhecido na nossa passagem anterior pela cidade, e que ajudou a redimir parcialmente os pecados dos seus concidadãos.


O outro lado da moeda foi o vício que desenvolvemos por Masala Chai (chá com especiarias, com a palavra “Chai” derivada do nosso Chá, que por sua vez roubámos aos nossos amigos chineses). Eu não gosto de chá, e mesmo depois de dez anos na bifolândia continuo a achar que é uma bebida de avózinhas. No entanto, esta variante é diferente ao ponto de o Ben ter ido procurar a receita - por um lado para fazer em casa quando regressar, por outro para confirmar que não existem doses subtis de opiáceos que estejam por trás do nosso vício. Mais descansados depois de percebermos que é apenas chá preto com uma combinação aleatória de especiarias, leite e (às vezes muito) açúcar continuámos a ingerir quantidades industriais da bebida local. Nunca pensei que isto acontecesse, mas é possível que a Índia me tenha convertido ao chá. Ao mesmo tempo tenho a sensação de que o facto de não haver café decente por estes lados também é um factor a ter em conta…

Com o Ben de volta à sua ilhota amanhã de manhã e a minha irmã de chegada hoje à noite, foi necessária alguma criatividade para cabermos na pequena cama de casal do nosso quarto de hotel. Felizmente o Ben usou a sua década-e-meia de experiência em solução de problemas e o resultado está à vista. É para isto que o Mundo precisa de Engenheiros.


Beijos e abraços,
Ginete

Friday, 18 August 2017

Day 15 - Scenery

People who live in the mountains have my utmost respect simply for the fact that they are very much against taking the easy route through life. Living in the middle of the Himalayas sounds like a pain in the balls. The owner of our hostel says they sometimes get “surprise customers”, as the Internet connection in the whole of Leh is often down for days in a row. The roads around here look like great fun to drive, but everyone has the propensity for taking the racing line around blind corners, so I can only imagine how often things go terribly wrong. In any case, the trials and tribulations of life at 10,000ft are all pretty insignificant when your surroundings look like this.


The plan for the day was to do a day trip that covered three monasteries around Leh, specifically Likir, Alchi and Lamayuri. On the way there, we stopped at a Sikh temple maintained by the Military, whose presence is not unexpectedly pretty heavy around here, and at the point of confluence of the rivers Indus and Lanskar. The drive alone was a pleasure, with the scenery evolving from sequences of harsh peaks to patches of green flats and the odd village scattered on the side of a mountain. Once again, India has surprised us with another place that looks like nothing we have seen so far.


Likir was stunning, both due to the architecture and decoration of the monastery itself but also due to the breathtaking surroundings. Even though we felt like we were a little bit on the tourist trail, it was understandable given the proximity to Leh and what it has to offer.


Alchi was less of a highlight as it was even more packed with tourists on all-inclusive packages than Likir, but still worth visiting as it includes the oldest temple in the region (nearly a thousand years old). It also includes seven others, which left us a bit templed-out but, in fairness, were pretty interesting in their own way.


As it was further away from pretty much anything, Lamayuru was less touristy and extremely picturesque so, despite our reluctance to take our shoes off to enter yet more temples, it was a pleasure to walk around. In the monastery itself, it was particularly funny to see the young monks (probably no older than twelve) running around like the children they are despite the solemn appearance given by their attire.


The ruins of the village around it were also fun to walk around, while the scenery that surrounds them is hard to capture in one photo - the contrast between the green valley and the moon-like landscape on the hill faces is impressive, as was following the river as it carves through the peaks on the way back, navigating around dozens of colourful Tata vans using questionable road etiquette.


While we have to agree with everyone who said three days was not enough to properly explore what Ladakh has to offer, we are definitely glad we came. Speaking for myself, I would be surprised if I do not end up here again one day.

Cheers,
J-Wowww

Thursday, 17 August 2017

Dia 14 - Degraus

É sempre arrepiante ouvir notícias de ataques terroristas perto de casa, especialmente quando andamos preocupados com potenciais problemas no sítio onde estamos. Apesar de já estar farto de notícias de pessoas maluquinhas a magoar inocentes em nome de sabe-se lá o quê, não posso deixar de concordar com a ideia de que não podemos deixar que o medo controle as nossas vidas. Ao mesmo tempo, as pessoas afectadas por este e por outros ataques cobardes e mesquinhos são e devem ser tratados como heróis reais, num Mundo que tão facilmente se entrega a falsos ídolos.


O dia de hoje não podia ter sido mais produtivo em termos de aclimatização à altitude. 27,571 passos depois, muitos deles a subir e descer degraus, estamos mais que preparados para o que vier amanhã. O plano é visitar quatro ou cinco sítios a algumas horas de distância de Leh, uma vez que as atracções principais da região (como o Lago Pangong, onde os Chineses e os Indianos continuam à chapada uns com os outros) são a mais de seis horas de distância, o que não faria sentido visto só termos mais um dia.


Por hoje visitámos tudo o que havia a visitar em Leh, desde templos a altitudes absurdas ao Palácio local, e explorámos basicamente toda a cidade. Apesar de repleta de turistas, mais virados para a aventura, é uma cidade com piada talvez por causa disso mesmo. A cozinha, arquitectura e costumes locais têm pouco a ver com a Índia que conhecemos até agora e talvez mais com os vizinhos Chineses, mas a amabilidade dos locais para connosco não fica atrás do resto do país - talvez pelo contrário.


Por hoje é tudo, uma vez que amanhã começamos a viagem relativamente cedo. Se tudo correr bem, terei um pouco mais para contar daqui a vinte e quatro horas.

Beijos e abraços,
Ginete

Wednesday, 16 August 2017

Day 13 - Mountains

The day we decide to scrap our previous plans and come to Ladakh (as, you know, it is not a war zone) happens to be the day the Chinese Army decides to wander into Ladakh and throw stones at their Indian friends. I guess we are just destined to end up in the middle of a minor territorial dispute between two nuclear powers but, as a wise lady once told me, what is life without a little adventure?


The flight into this place was probably one of the silliest I have ever been in. The view was breathtaking throughout and I swear we were only a couple thousand feet off the ground for the majority of the flight, without a flat strip of land in sight. There was definitely an awareness that crash landing was not an option, as it would very quickly just turn into a crash. We made it down fast but safely and very quickly realised we had made the right decision, as this place is simply stunning. The mountainous landscape surrounding the reasonably flat city of Leh is just incredible and we were immediately dying to get out and explore it. Unfortunately, there does not seem to be a lot of Oxygen around - carrying my backpack up a couple of flights of stairs was enough to leave me a bit flustered - so it looks like we need to take it easy for a day or so before venturing onto the mountains. We knew from the start that this was going to be a rushed trip but, even if we do not get to even scratch the surface of this place, it has already left us dying to come back.


So the seventieth anniversary of the independence of India from the British rule was celebrated yesterday, with speeches from the Prime Minister and from President Ram Nath Kovind. The latter talked about a “New India” where “every Indian is equipped to fulfil his or her potential” and where he appealed to a sense of interdependency and cooperation between the people and the Government. I know absolutely nothing about Indian politics and whether the President is a good or a bad guy, but his words struck me as wise and relevant well beyond his country’s borders. His appeal for families to “ensure that our daughters are not discriminated against and get the best education” received deserved praise and, although especially relevant in India, is something the rest of the World is still very much below par on. If you have a spare ten minutes, it is well worth a read.


The relationship between India and Britain is an interesting topic on this anniversary, and was the subject of an excellent BBC article I came across recently. The dynamics of a former colony’s relationship with its once-ruler are always incredibly complex, and can range between a “special relationship” and pure hatred, with in-between stages of mockery (the Portuguese are the prime subjects of old jokes in Brazil) or indifference. The relationship between the UK and India is, at least to my untrained eye, quite different from all of the above. Perhaps because the repression of the freedom movement did not escalate to the same levels as in other countries (South Africa comes to mind), there is a sense of mutual respect between the two nations that is clearly very deeply rooted. As the article above suggests, India’s ability to forgive (if not forget) the times where things got a bit silly is something that is pretty hard to understand for a westerner, and probably the single most important reason for the harmony between the two nations. As their respective place in the World evolves (all of a sudden, India has the clear upper hand in trade negotiations that will inevitably follow Britain’s departure from the EU) the exact nature of their relationship may change, but the sense of respect between the Indian people and their old ruler will likely prevail. Maybe the West should learn a thing or two from that.

Cheers,
João

Tuesday, 15 August 2017

Dia 12 - Independência

O dia de hoje tinha tudo para ser tranquilo. Check-out do hostel às dez da manhã, comboio às cinco da tarde. Era claramente fácil demais para ser verdade.

A sequência de eventos que se segue é tão verídica como embaraçosa, e é com uma pontinha de mágoa que a passo a relatar. Tendo planeado ir a um restaurante (que por alguma razão que nos escapa estava fechado até às duas da tarde) acabámos noutro sítio, em Connaught Place, recomendado pelo condutor do rickshaw. Não obstante ser a fonte mais provável da indigestão que presentemente nos aflige, acabámos sentados ao lado de um senhor simpático que nos perguntou aonde íamos a seguir. Quando falámos em Shimla e Manali, aconselhou-nos a passar pelo posto de turismo ali ao lado, visto que tinha havido um desabamento de terras entre os dois sítios (esta parte é verídica, já tínhamos lido sobre isso nas notícias) e talvez não fosse possível ou aconselhável ir lá. Assim fizemos. O que aconteceu a seguir é difícil de explicar - basicamente sentamo-nos à mesa de um senhor que nos disse que Shimla e Manali estavam “fechados” e que deveríamos ir a outro sítio. Daksum, um “paraíso” em Kashmir, no meio dos Himalaias, onde ele nos marcava tudo por uma módica quantia da qual era subtraído o reembolso dos bilhetes de comboio e avião que já tínhamos adquirido. Em parte devido à quantidade absurda de informação que nos foi arremessada de uma vez, mas também devido ao facto de sermos dois palermas a precisar de dormir, acabámos por cair que nem dois patinhos na conversa do senhor.

Só mais tarde, ao perguntarmos a amigos que tínhamos conhecido na noite anterior, percebemos que Kashmir não é propriamente o sítio mais pacífico à face da Terra. Parece que há uma disputa territorial entre vizinhos que leva a que o nosso seguro de viagem não seja válido por esses lados, e a que o Ministério dos Negócios Estrangeiros Britânico não aconselhe o Ben a aventurar-se por esses caminhos. Percebemos também que o “posto de turismo” era uma agência de viagens de reputação duvidosa, com vários relatos de clientes irados disponíveis on-line. Basicamente percebemos que tínhamos acabado de oferecer uma boa fracção do nosso orçamento para esta viagem a um senhor bem-falante e cheio de experiência em apanhar turistas desprevenidos, que provavelmente nos vendeu um pacote que não estava a ter grande saída por haver poucos fãs de ataques terroristas a viajar pela Índia… Ainda não temos um plano final, mas estamos a pensar em ignorar o pacote do senhor e marcar um voo para Leh Ladakh, a zona mais pacífica de Kashmir, e tentar reaver o nosso dinheiro com meia dúzia de berros e ameaças quando regressarmos. Desejem-nos sorte, e se alguém tiver contactos no Ministério do Turismo da Índia diga qualquer coisa…


Atribulações à parte, hoje é o dia da Independência por estes lados, e eu estava a pensar escrever umas linhas sobre a minha percepção da relação entre a Índia e o Reino Unido, mas como temos de nos levantar a horas obscenas amanhã vai ter de ficar para outra altura. As celebrações foram alegres, patrióticas quanto baste e tranquilas ao ponto de tornarem Delhi numa cidade relativamente pacata (cinco palavras que raramente se encontram na mesma frase). Infelizmente a nossa experiência das celebrações resumiu-se a dez minutos após darmos com o nariz na porta da agência de viagens manhosa, em que o nosso estado de espírito era mais indicado para um funeral do que para um aniversário. Para espairecermos um pouco, acabámos por nos encontrar com amigos que conhecemos no dia anterior para jogar bowling (uma vez que, por ser “dia seco”, estava quase tudo fechado) num dos centros comerciais da cidade. Foi uma experiência estranha, pois ao entrar naquele edifício gigante sentimo-nos instantaneamente como se estivéssemos na Europa. Apesar de ser normal haver diferenças gritantes de riqueza dentro de cidades grandes (Londres e Lisboa não escapam), o tamanho desse fosso em Delhi é de outro nível. Quanto ao bowling levei uma tareia e o Ben foi a estrela do jogo, por isso não vamos falar muito sobre isso…

Beijos e abraços,
Ginete

Day 11 - Social

The mammoth eighteen-hour train ride went by in a blast, in part because I was so tired I slept through most of it but also as the journey was pretty pleasant. The sight of people leaving the train from the opposite side to the platform never ceases to amuse me (is it really worth risking getting run over by a train just to save you from going up some stairs?) but the images of the people living in pretty desperate conditions on the side of the tracks as we approached Delhi is what will probably stick to my mind the most.


After making ourselves feel a bit more human with a shower and a fresh change of clothes, we grabbed some lunch at Karim’s (a legendary Old Delhi joint that fully lives up to expectation) and then set off to check the Qutub Minar, one of the oldest monuments in the city. Aside from the impressive architecture (which left us wondering how the hell they managed to build a seventy-metre high tower in the 1300s) and spacious layout of the site, the history behind one of earliest surviving mosques in the Indian subcontinent is pretty incredible.


My favourite episode related to Razia Sultana, the first and only lady Sultan of Delhi, who in the thirteenth century defied the notion that a woman was not fit to be in charge (glad we’ve sorted that one out!) and acted as a fair and powerful leader, who was eventually captured by her childhood boyfriend Malik Ikhtiar-ud-din Altunia due to an access of jealousy. After conquering Altunia’s heart while incarcerated, Razia was eventually released, they married and lived happily ever after. Well, until they both got captured and killed, but still!


The day ended at Social, a bar with a nice rooftop restaurant we had been to on our last stay in Delhi. There we had a few much needed beers (alcohol was nowhere to be found in Rajasthan) and met Richard, an American who is solo-travelling around India after a month in Europe. As we were making our way out, the downstairs bar looked quite lively so we agreed to have one last drink, which predictably turned into drinking until we got kicked out. As tomorrow is India’s Independence day, a “dry day”, they stopped serving alcohol at midnight but somehow managed to con us into having one last 16-year old Lagavulin that cost more than the rest of our bill. Somehow I think our decision-making powers may have been diminished, but were still better than Richard’s, who is planning on going to Ahmedabad tomorrow and still has not booked a flight. I guess we will all worry about all this in the morning…

Cheers,
João

Monday, 14 August 2017

Dia 10 - Ouro

Depois da cidade cor-de-rosa, a cidade dourada de Jaisalmer completa a parte mais turística da secção indiana desta viagem. Confesso que sempre estive mais entusiasmado pelo que se segue, mas ainda assim foi uma primeira semana interessante e não tão pejada de turistas quanto temia. Ao mesmo tempo, Jaisalmer surpreendeu-nos por ter tantos ou mais estrangeiros do que Jaipur apesar de ser menos famosa e, na nossa opinião, menos engraçada.


A ideia de nos levantarmos às cinco da manhã para ver o pôr-do-sol não se concretizou, já que o Ben teve uma reacção alérgica ao despertador e se virou para o outro lado, continuando a dormir até às seis e meia. Aí prosseguimos com o plano de ir dar uma volta ao lago Gadisar, a essa hora ainda pacífico mas pouco depois invadido por gado bovino em grande quantidade - Jaisalmer fica apenas atrás de Varanasi em termos de densidade de vacas por metro quadrado entre as cidades que já visitámos.


Depois de nos terem dito que vinte e quatro horas não chegavam para ver a cidade decidimos fazer-nos ao caminho cedo para tentar minimizar o problema. Depois de hora e meia às voltas pelo forte, engraçado mas bastante turístico, e de mais uma hora a visitar dois Havelis (mansões do século XVIII, construídas por burgueses fora das paredes do forte) acabámos por achar que vinte e quatro horas chegavam e sobravam. Não que a cidade não tenha piada - quase toda ela construída em arenito e em tons dourados que não destoam da paisagem deserta à sua volta (pelo menos fora da época das monções…) - simplesmente não tem assim tanto para ver. Mais um dia talvez nos tivesse dado uma ideia melhor do “feel” do sítio ou permitido dormir no deserto mas, tendo em conta que ontem voltámos depois de jantar transformados em dois panados da cabeça aos pés, acho que ficámos melhor assim.

O ponto alto da cidade foi o Patwa Haveli, conjunto de cinco mansões construído por um importante banqueiro do século XVIII para os cinco filhos, ignorando o conselho de um religioso que o preveniu de que os seus negócios não seriam bem sucedidos enquanto permanecesse em Jaisalmer. Apesar de a história ter dado razão ao senhor padre, o resultado é de um detalhe deslumbrante do primeiro ao quarto e último andar, onde a vista do forte nos fez ficar ao sol tempo suficiente para apanharmos um ligeiro escaldão.


As dezoito horas de comboio de volta a Delhi servirão, se tudo correr bem, para pôr o sono e a leitura em dia. Felizmente sem catraias histéricas na nossa carruagem (que já dorme profundamente às dez e meia da noite) e com camas ligeiramente mais confortáveis, esta é também a nossa última viagem de comboio nocturna na Índia (eu farei mais uma com a minha irmã, de Goa a Kerala).


A minha opinião sobre os comboios Indianos, apesar de tudo, mantém-se: sendo verdade que que podíamos ter poupado tempo a andar de avião, andar de comboio permitiu-nos ver e compreender um bocadinho melhor o que se passa entre estações. A classe AC2 é onde temos feito todas as viagens até agora, mas os nossos amigos holandeses já tinham experimentado a AC1, Primeira Classe, AC3 e Sleeper (carruagens sem ar condicionado que, de fora, parecem estar a abarrotar de gente). Depois de nos contarem a história da viagem de vinte e quatro horas na Sleeper Class, que descreveram como tentar dormir no meio de um mercado, concordaram que a AC2 é um bom compromisso entre conforto, preço e autenticidade. Como tal, recomenda-se para quem estiver a planear uma viagem para estes lados!

Beijos e abraços,
Ginete