Friday, 6 October 2017

Dia 62 - Estupas

O calor que sentimos no curto caminho até à sala de pequeno almoço fez-nos temer o pior de um dia cuja agenda era formada maioritariamente por templos, cujas regras incluem calças compridas e pés descalços. Enquanto que as calças compridas foram, surpreendentemente, bastante suportáveis, as plantas dos meus pobres pés nunca mais serão as mesmas depois de horas a andar sobre escaldantes telhas escuras.


Os primeiros três pagodes que visitámos foram o Ananda, com a sua cúpula dourada e quatro Budas igualmente resplandecentes, o That Bin Nyu, recentemente danificado por um terramoto e portanto em estado decididamente frágil, e o Shwe Gu Gyi, cujo primeiro andar oferece uma vista de 360 graus das centenas de pequenas estupas que o rodeiam. Bagan é o destino perfeito por isto - o cenário incrivelmente pitoresco, com campos verdes incrustados de pagodes até perder de vista, mas com tudo a menos de meia hora de distância usando convenientes scooters eléctricas.


Para além disto, e apesar de haver claramente alguns turistas (maioritariamente chineses) as multidões são (com uma excepção, à qual chegaremos) perfeitamente suportáveis. Os mianmarenses continuam a merecer um lugar nos nossos corações, desde o senhor que me ofereceu seis euros por seis mil kyats (um péssimo negócio para ele) por não poder gastar Euros onde vive (recusei por não precisar de Euros, mas disse-lhe para pedir mais por eles!) até à miudinha empreendedora que nos vendeu quatro desenhos feitos à mão, que era tão fofinha e despachada que não conseguimos dizer que não…


Após uma visita rápida à Bu Paya, uma estupa simples à beira do rio, e um almoço rápido, num restaurante que parecia claramente montado nas traseiras da casa dos donos mas que nos forneceu um excelente arroz de côco e refrescantes sumos de lima, seguimos até New Bagan, onde visitámos a Lanka Nanda. Ficámos um bocado desapontados, já que o enorme monumento dourado que vimos ao pesquisar na internet se encontrava quase inteiramente coberto por andaimes de bambu, tirando-lhe grande parte da piada.


O pôr-do-sol no pagode Shwesandaw teve altos e baixos - por um lado a vista era perfeita, com as centenas de mini-templos que o rodeavam a servirem como pano de fundo a uma bela sucessão de cores, com o lado oposto ao do sol decorado por uma enorme lua cheia; por outro todos os três andares do pagode piramidal estavam tão cheios de gente que quando chegámos era impossível respirar. De longe o sítio mais concorrido que vimos até hoje, começou felizmente a esvaziar depois de o sol se pôr (e portanto antes das cores atingirem o seu ponto mais impressionante), com apenas algumas dezenas de pessoas presentes quando os guardas nos começaram a mostrar o caminho de saída ao som de apitos e instruções de que queriam ir para casa.


Quando estávamos a calçar os sapatos para irmos embora um dos vendedores avisou-nos que, como era lua cheia, o templo seria decorado com velas daí a meia hora. Como ainda não tinhamos muita fome decidimos ficar mais algum tempo e não nos arrependemos - a combinação das velas, do fogo de artifício atirado por miúdos, das estrelas e da lua cheia foi a maneira perfeita de acabar o nosso único dia neste sítio igualmente perfeito.


Menos perfeita foi a surpresa que encontrámos ao chegar às nossas scooters. Enquanto que a minha estava intacta mas tinha sido empurrada para dentro de um arbusto (suponho que por um dos muitos carros que participou nos enormes engarrafamentos depois do pôr-do-sol), a da Renu recusava-se a ligar, com a chave a não girar na ignição. Montados na minha scooter, fomos jantar a um excelente restaurante vegetariano antes de voltarmos à loja onde tínhamos alugado a scooter, onde os dois miúdos (sem mais de dezasseis anos e, segundo a Renu, bastante queridos) que tomavam conta da loja simpaticamente nos disseram que não havia problema, que iam buscar a scooter e que não nos preocupássemos. Ainda que seja possível que isto lhes aconteça todos os dias, era bom que alugueres fossem assim tão simples em todo o lado…

Beijos e abraços,
Ginete

Tuesday, 3 October 2017

Day 61 - Boat

Today can be described in exactly one sentence - we spent eight hours on a boat. It was a nice boat trip, with lovely surroundings and just about bearable weather conditions, but it was still an eight-hour boat trip. Fortunately I managed to get some sleep in the first few hours, as the 5.30am wake-up call was as usual pretty brutal for my non-morning-personality.


The impressive number of little temples we saw on the way to Bagan were just a sample of what expects us tomorrow, as this whole country appears to be covered in them and Bagan is meant to be temple-central. When we got to Mandalay, we ran into a temple between a railway bridge (under which several families had settled and casually watched TV before bedtime) and a side street, and looking at the city from the top of Mandalay Hill it was obvious that there is no requirement for where to put a temple in Myanmar - anywhere will do.


Arriving in Bagan was the highlight of the trip, not only because we had had enough of that boat but also as the view of the temples, scattered along the riverfront, was delightful. As we were pretty exhausted, we just about had time to check-in, grab some dinner, run some errands and get an early sleep in preparation for tomorrow’s Pagoda Odyssey.

Cheers,
J-Wowww

Dia 60 - Pagodes

Mandalay foi a última capital do Império Birmanês durante breves vinte e seis anos, até à anexação do país pelo Império Britânico que duraria até ao fim da Segunda Guerra Mundial, onde mais de metade dos edifícios da cidade foram destruídos por bombardeamentos da força aérea Japonesa. Hoje, no entanto, ao escrever o nome “Mandalay” no Google a primeira página de resultados diz respeito aos inacreditáveis acontecimentos em Las Vegas, onde um senhor munido de uma dezena de armas de alto calibre se hospedou no hotel Mandalay Bay, de onde disparou sobre uma multidão que assistia a um concerto de música, matando (até agora) 58 pessoas e ferindo outras centenas. Se a simpatia dos mianmarenses aumenta temporariamente a minha fé na bondade humana, notícias como as de Las Vegas fazem-me rapidamente voltar à estaca zero…


O plano inicial de usar as bicicletas disponibilizadas pelo hotel foi por água abaixo rapidamente já que a Renu (a minha colega de viagem para esta semana) não está habituada a andar de bicicleta no meio do trânsito e desistiu da ideia após cem metros. Montados na nossa scooter (cujo travão traseiro estava, ao início, desactivado só para ver se estávamos atentos…) fomos ao Jade Market, o mercado de bijutaria local. Apesar de já estar a acalmar à hora que chegámos ainda conseguimos ver gente a trabalhar pedras preciosas, senhoras a vender snacks e homens a jogar bilhar e carom (uma espécie de mistura entre air hockey e snooker, que a Renu joga com a família depois de jantar sempre que vai a casa).


O Mosteiro de Shwe In Bin estava tão calmo e vazio que suspeitámos que estivesse fechado, até repararmos num grupo de monges a dormir e a consultar os respectivos Instagrams no rés do chão da estrutura, cujas imponentes e ornamentadas paredes em madeira tornam a tranquilidade do sítio ainda mais arrepiante. Daí seguimos para o Palácio de Mandalay, que só depois percebemos ser uma reconstrução do original, quase inteiramente destruído na Segunda Grande Guerra. Ainda que agradável e bastante dourado, o sol firme e o calor insuportável fizeram-nos fugir para um café, onde apesar das nossas tentativas não conseguimos encontrar nada que não fosse um passo na direcção da diabetes tipo 2.


Com os níveis de açúcar no sangue mais do que restaurados seguimos para o Pagode Sandamuni, um templo com um Buda no centro rodeado de mais de um milhar de pequenas cúpulas, cada uma com um fragmento dos seus ensinamentos cravado em pedra. Rodeado por um parque de diversões que daí a umas horas estaria ao rubro, é ainda assim um sítio calmo e com mais visitantes locais do que estrangeiros. Já o chão em mármore preto não é a melhor ideia quando combinado com a obrigatoriedade de remover sapatos e meias à entrada e o sol abrasador que se verificou durante toda a tarde…


A subida ao Mandalay Hill duraria, supostamente, 45 minutos se feita a pé. A inclinação e o tempo que nos demorou a subi-la de scooter faz-me pensar que se tivéssemos seguido essa opção teríamos perdido o pôr-do-sol. Assim, e após atingirmos o auge da preguiça ao subirmos até ao topo de escadas rolantes, pudemos apreciar o bastante foleiro Pagode Su Taung Pyae antes de o sol se pôr - amigos Budistas por favor não levem a mal mas, das centenas de pagodes que já vi esta viagem, este era claramente o mais feinho.


Depois de um duche altamente necessário acabámos a jantar numa cervejaria em que nenhum dos empregados falava inglês, mas que por ter um menu traduzido foi apenas uma introdução à experiência de comer fora na China, que o Amar e a Alice tão eloquentemente descrevem no seu blogue. Ao perguntarmos o que eram algumas das escolhas no menu recebemos uma mistura de silêncio confuso e palavras indecifráveis, pelo que acabámos por escolher a apontar para o menu e rezar que não fosse nada de muito estranho. Quando o empregado lhe perguntou se queria o seu prato picante a Renu disse claramente que não, mas ainda assim as três ou quatro colheradas que experimentei deixaram a minha boca próxima da temperatura do Sol. Ainda assim os senhores tinham piada e eram muito simpáticos por isso, apesar de ter suado bastante, não consigo ficar muito chateado com eles…

Beijos e abraços,
Ginete

Monday, 2 October 2017

Day 59 - Planes

Today marked the first flight since Delhi where I have been on my own, as well as the first day my camera did not take a single picture. The former is due to Ben’s departure back to real life, the latter due to a piercing headache, courtesy of last night’s beers. As I was lucky enough to find a last-minute companion for the Burmese leg of my trip, I will not be on my own for very long.

The day was essentially spent getting to and from airplanes, as the actual flying time was not much longer than two hours. Luckily, my layover in Bangkok happened to be during the Malaysian Grand Prix, which ended up with an unlikely and brilliant victory for Max Verstappen that left me in a good mood. This made it two victories for the dutch wonderkid, both of which I watched between an airport bar and the plane, ultimately ignoring the flight attendant’s instructions to switch my phone off as I desperately sought to see the kid crossing the finish line. I also must have looked like a lunatic fist-pumping in the middle of a cafe as he made his move on Lewis Hamilton, since everyone else seemed absolutely oblivious about what was happening in the neighbouring country.

Vietnam and Cambodia were certainly nice, but not mind-blowing. While this could simply be the novelty of travelling wearing off (although I must say I am still not quite longing for the bright lights of Milton Keynes), these are also more standard travelling destinations, therefore taking some of the fascination away. Just to clarify (and I understand I have whined about tourists quite a bit recently), I have nothing against tourists - that would be outstandingly hypocritical of me, as I fit squarely into that category. What, in my opinion, has slightly spoiled these “backpacker destinations” is the way the tourism industries have adapted to certain strands of tourists - from those who buy fridge magnets at gift shops and just want to go from their air-conditioned hotel to their air-conditioned bus to their destination to the douchebag-backpacker type, that essentially want to go somewhere simply so they can go back to their job in a bank and tell all their friends about how amazing it was (irrespective of whether they actually enjoyed it or not). The constant harassment, proliferation of scam tourist agencies and abundance of selfie sticks everywhere you go are probably a price to pay for the democratisation of travel, without which I would probably not be able to write these lines. It is, however, a bit annoying to people who travel to discover new cultures, learn from their history and appreciate the beauty the World has to give - not simply to produce material to feed their social media addiction…

Cheers,
J-Wowww

P.S. -  I have finally managed to catch up with editing and uploading the missing pictures from Sri Lanka. To make up for this monochromatic post, you can go back to days 32 to 40 and check out the photos since there are a couple of decent ones (as I tried to explain, in vain, with my words, Sri Lanka is quite pretty!).

Dia 58 - Templos

Quem me conhece razoavelmente bem sabe que não gosto particularmente de acordar cedo. Muita gente me diz que é uma questão de hábito, e que as suas vidas mudaram quando começaram a deitar-se às oito da noite e a acordar às cinco da manhã para passear o cão, mas sinceramente prefiro os meus hábitos noctívagos e assim continuarei (pelo menos até ter em casa um fedelho aos berros a acordar-me a horas indecentes). Ainda assim, acredito que mesmo uma “morning person” estremecesse quando os despertadores dos dois telemóveis presentes no nosso quarto desataram numa chinfrineira infernal às quatro da manhã.


Sem pensar muito no assunto, tinha concordado com estes planos no dia anterior, convencido de que o esforço seria recompensado pelo nascer do sol no Angkor Wat. Sentado a olhar para a fotografia acima (e mais de um milhar de outras que tirei durante o dia de hoje) tenho de concordar que foi a decisão certa. No momento em que me encontrava, entre centenas de outras pessoas, a olhar para o reflexo do templo Hindu-Budista numa poça de água de máquina fotográfica em riste, acreditem que chamei muitos nomes feios ao Oun, o nosso pobre guia que, sem ter culpa nenhuma, se tornou no único alvo possível para a minha resmunguice matinal.


As primeiras nove horas do nosso dia foram passadas a ver templos. Ao primeiro estava ainda meio a dormir. Ao terceiro estava decididamente farto de ver templos. Já ao quinto comecei a procurar um sítio alto de onde me pudesse atirar. Apesar de reconhecer a magnificência histórica, a grandeza impressionante e a beleza indiscutível do que vimos hoje, é também inegável que nove horas de templos é um absurdo.


Após o nascer do sol, o Angkor Wat em si poderia ter sido visto em meia hora, já que o interesse diminui à medida que nos aproximamos da torre central (que não nos demos ao trabalho de tentar subir após vermos o tamanho da fila). Apesar de a dimensão e simetria perfeita nos deixar incrédulos sobre como foi possível ao Império Khmer construir o maior monumento religioso do Mundo no século XII, ainda ficámos mais pasmados com a quantidade de gente que nos acompanhou na nossa visita, às cinco da manhã durante a época baixa… A meio de um dia na época alta a experiência só pode ser semelhante à que eu e a minha irmã tivemos no metro de Delhi em hora de ponta.


Depois disto, num momento um tanto ou quanto estranho, o Oun levou-nos a um templo Budista nas redondezas para recebermos a bênção de um monge, da qual retive uma pulseira vermelha e uma valente dor de costas devido à posição estranha em que nos mandaram sentar - não sei se a boa sorte que o senhor me desejou  vai compensar o estado miserável das minhas cruzes, mas daqui a umas semanas farei o ponto de situação.


O Ta Prohm, repetidamente descrito como o sítio onde foi filmado o filme Tomb Raider, podia ter ficado para outro dia, assim como o pequeno templo cujo nome não registei por onde passámos a caminho. Apesar de gente a mais e interesse a menos passámos umas boas duas horas às voltas entre árvores enraizadas na estrutura e ruínas das partes do templo que já não estão de pé. Após vinte e sete ângulos da árvore que a Lara Croft supostamente escalou no filme (não me recordo, era muito novo…) e centenas de fotografias medíocres (em grande parte devido ao estado vegetativo do meu cérebro, mas também por falta de coisas e espaço para fotografar) sentámos-nos a beber o nosso primeiro Coconut Coffee desde os longínquos tempos de Hoi An, que me soube tão bem como o Bacalhau Espiritual da minha mãezinha (a distinção máxima dos Prémios Culinários João Ginete) na noite de Natal.


Ironicamente, os dois últimos templos foram os mais engraçados, mas quando lá chegámos o meu apetite já há muito se tinha esgotado. O primeiro, de nome Ta Nei, situava-se no fim de uma estrada de terra batida, em tão mau estado que o nosso condutor de Tuk Tuk (que aqui são basicamente motas com atrelados) quase foi ao chão, obrigando-nos a fazer as últimas centenas de metros a pé. Por sermos os únicos visitantes e por estar escondido no meio da selva o sítio até teve a sua piada, apesar de o interior estar completamente em ruínas e o exterior para lá caminhar.  O templo Bayon completou o quinteto e foi porventura o mais interessante, com as numerosas estátuas de seis cabeças a criarem um efeito que nos faz sentir rodeados de rostos de pedra  ao andarmos pelo centro da estrutura. Ainda assim, o fim da visita foi um alívio por estarmos a morrer de fome e de sono, e a nossa chegada a casa mais de duas horas depois do previsto só nos deixou outras duas horas para almoço (num café-lavandaria com muita piada ao lado no nosso hotel) e para cairmos para o lado no nosso artificialmente mas agradavelmente fresco quarto de hotel.


Revitalizados por meia hora de sono e um duche de água fria, encontrámos um Oun cheio de energia à nossa espera na recepção do hotel, pronto para a segunda parte do nosso programa. A primeira paragem foi uma visita ao mercado local, onde tudo desde carne, peixe e legumes frescos até formigas trituradas (aparentemente uma especiaria muito apreciada por estes lados) se encontrava à venda, muitas vezes com a oferta de um brinde na forma de baratas ou enxames de moscas. A simpatia das pessoas, com as quais só conseguíamos comunicar através de sorrisos, chegou e sobrou para justificar a visita, por vezes marcada por cheiros pungentes e uma sobrecarga dos sentidos que me fez lembrar a parte Indiana da nossa viagem.


O resto da tarde foi passado a passear por uma comunidade rural nos arredores de Siem Reap, onde mais uma vez a doçura dos locais nos deixou desarmados. O ponto alto chegou quando o Oun fez dois amigos - uma rapariga de dez anos (que jurava que a mãe lhe tinha dito ter dezasseis!) e o irmão de cinco, que vagueava meio perdido enquanto a irmã passeava uma vaca dez vezes maior do que ela.


A scooter que nos perseguiu durante quase uma hora, na qual três bebés sorriam e gritavam “helloooo” cada vez que nos cruzávamos, e o próprio Oun, que bebeu um par de cervejas connosco enquanto tirávamos fotografias ao pôr-do-sol e conversávamos sobre as amizades que tinha feito enquanto guia e como está a estudar Literatura Inglesa para ser professor do Secundário mas quer ser fotógrafo nas horas vagas, garantiram que voltaremos a casa com uma excelente opinião do povo do Cambodja. Assim como no Sri Lanka, para um povo que recentemente viveu um Genocídio e décadas de Guerra Civil é inspirador ver a facilidade com que um sorriso sincero aparece nas caras com que nos cruzamos.


Uma torre de cerveja na “Khmer Pub Street” (a versão local da famosa rua repleta de bares para turistas no centro de Siem Reap) foi a nossa gorjeta para o Oun, que respondeu à pergunta sobre quem eram as raparigas que faziam fila à entrada do bar e se puseram de pé ao chegarmos da maneira mais inocente de sempre - “falam com clientes se estes lhes comprarem bebidas e às vezes vão-se embora com eles”.


Depois de um jantar rápido seguimos para a Pub Street ocidental, onde acabámos num bar em que 80% das raparigas estavam presentes por motivos profissionais, sendo óbvio que o Cambodja está a fazer um esforço para se apropriar do “market share” da Tailândia nessa lucrativa indústria. Ainda assim, uma noite a dançar ao som de música má e a beber bebidas ainda piores era a única maneira de nos despedirmos do Cambodja, do qual saímos com um sentimento de missão cumprida e provavelmente sem grande pressa para voltar - um feito notável, visto que só cá estivemos três dias...

Beijos e abraços,
Ginete