É sempre arrepiante ouvir notícias de ataques terroristas perto de casa, especialmente quando andamos preocupados com potenciais problemas no sítio onde estamos. Apesar de já estar farto de notícias de pessoas maluquinhas a magoar inocentes em nome de sabe-se lá o quê, não posso deixar de concordar com a ideia de que não podemos deixar que o medo controle as nossas vidas. Ao mesmo tempo, as pessoas afectadas por este e por outros ataques cobardes e mesquinhos são e devem ser tratados como heróis reais, num Mundo que tão facilmente se entrega a falsos ídolos.
O dia de hoje não podia ter sido mais produtivo em termos de aclimatização à altitude. 27,571 passos depois, muitos deles a subir e descer degraus, estamos mais que preparados para o que vier amanhã. O plano é visitar quatro ou cinco sítios a algumas horas de distância de Leh, uma vez que as atracções principais da região (como o Lago Pangong, onde os Chineses e os Indianos continuam à chapada uns com os outros) são a mais de seis horas de distância, o que não faria sentido visto só termos mais um dia.
Por hoje visitámos tudo o que havia a visitar em Leh, desde templos a altitudes absurdas ao Palácio local, e explorámos basicamente toda a cidade. Apesar de repleta de turistas, mais virados para a aventura, é uma cidade com piada talvez por causa disso mesmo. A cozinha, arquitectura e costumes locais têm pouco a ver com a Índia que conhecemos até agora e talvez mais com os vizinhos Chineses, mas a amabilidade dos locais para connosco não fica atrás do resto do país - talvez pelo contrário.
Por hoje é tudo, uma vez que amanhã começamos a viagem relativamente cedo. Se tudo correr bem, terei um pouco mais para contar daqui a vinte e quatro horas.
Beijos e abraços,
Ginete



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