Monday, 21 August 2017

Dia 18 - Repetições

A estação de Metro de Rajiv Chowk em hora de ponta foi uma experiência. A minha descrição da entrada e saída de gente das carruagens no longínquo segundo post continua válida, mas adquire toda uma nova dimensão ao considerarmos que cada comboio chega basicamente lotado a uma estação com centenas de pessoas à espera entrar no mesmo. Ao início parecia haver uma certa ordem, com a grande maioria dos passageiros que queriam entrar a dar prioridade a quem queria sair mas, assim que o primeiro caramelo decidiu remar contra a maré, entornou-se o proverbial caldo. A cara da rapariga que estava enterrada lá para o meio da carruagem e lutava, sem qualquer hipótese, contra um mar de gente enquanto as portas se fechavam era uma mistura de pânico e riso perante o que se estava a passar. Obviamente que a solução simples seria deixar as portas abertas mais uns segundos, até que a troca de passageiros estivesse completa. No entanto, e como já devem ter reparado, simplicidade não é a palavra de ordem na capital indiana.


O meu último dia em Delhi foi passado a rever a mesquita de Jama Masjid (desta vez sem chuva, mas com o mesmo calor de ontem) e o Qutub Minar, ao qual voltei com muito prazer. Depois de uma paragem para almoço em Hauz Khas, seguimos para o túmulo de Humayun, o segundo líder do Império Mogul que ao falecer dominava uma área de quase um milhão de quilómetros quadrados, desde o actual Afeganistão até ao norte da Índia. Após sermos simpaticamente deixados no meio de uma zona residencial pelo condutor do nosso Uber e andarmos perdidos à procura da entrada, lá a encontrámos a um minuto da hora oficial de fecho do monumento.


Felizmente a aversão à simplicidade vem associada a uma flexibilidade simpática, que nos deu mais de uma hora para apreciar a perfeição do edifício e dos jardins circundantes. Mais perfeito ainda foi o pôr-do-sol, que justificou os nervos que se apoderaram de nós enquanto andávamos à procura da entrada às cinco para as seis…


Depois de satisfazer as minhas necessidades relativas ao hábito descrito há dois posts numa casa especializada em chá indiano, voltámos ao hotel para descansar os olhos até ao nosso comboio para Jaipur, às seis da manhã. São vinte para a uma e ainda estou a pé, culpa de inúmeras distracções neste quarto sem janelas e com paredes brancas…

Beijos e abraços,
Ginete

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