Singapura decidiu despedir-se de nós com a maior carga de água da semana, que felizmente só me apanhou quando já estava debaixo do telhado de vidro do Aeroporto Internacional Changi. As minhas últimas horas na cidade-estado foram produtivas e fiz o check-in de cabelo cortado e estômago cheio, depois de um excelente Briyani em Little India com o Tom em jeito de despedida. Recomendado pelo condutor do Uber que nos deixou de manhã e pelo senhor que me cortou o cabelo, acabámos por descobrir que fazia parte do guia Michelin e o lassi de manga e o kulfi de sobremesa foram essenciais para evitar que a minha boca acabasse carbonizada para sempre, tão picante era o prato principal.
O voo até Hanoi não foi longo o suficiente para recuperarmos as horas de sono em falta, especialmente depois de sermos acordados a meio com a oferta de uma refeição de “seafood”. Fora as micro-gambas que enfeitavam o prato não reconhecemos mais nada de familiar, mas como estávamos com fome lá ingerimos a dita substância, que até agora ainda não nos matou. O pôr-do-sol visível da janela do Ben garantiu que não dormiríamos mesmo nada, pelo que ao chegarmos ao aeroporto de Hanoi e passarmos pela imigração estávamos tão cansados que esperámos mais de meia hora pelas malas antes de percebermos que estas estavam tranquilamente pousadas no chão, ao lado do tapete. Felizmente não éramos os únicos, mas ainda assim sentimo-nos altamente palermas.
Depois de um jantar incrível, talvez tanto pela qualidade culinária como pela fome que possuíamos, voltámos para o hotel para finalmente podermos cair para o lado de sono. Singapura foi uma experiência intensa mas que repetiria sem hesitar. Mais do que ver um Grande Prémio citadino durante a noite, ir sair a bares no topo de arranha-céus ou fazer caretas a macacos numa floresta a meros minutos de uma das cidades mais desenvolvidas do Mundo, creio que vou sentir sobretudo saudades de só ter de levantar a cabeça e olhar à minha volta para ficar boquiaberto. Nunca pensei que um sítio tão pequeno tivesse tanto para oferecer, mas a verdade é que todos nos vimos embora a pensar “eu vivia aqui um aninho ou dois…”, o que para mim é o maior elogio que se pode dar a uma cidade. Parabéns Singapura, e até já!
Beijos e abraços,
Ginete


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