A primeira refeição do dia (mais um almoço do que outra coisa) fez-nos imediatamente sentir bastante mais humanos, mas ainda assim senti que precisava da mágica combinação de gordura e açúcar oferecida por um gelado de chá verde. Ao fazer o pedido numa gelataria ali perto a rapariga que me atendeu perguntou-me se era a minha primeira vez naquele estabelecimento, e ao responder afirmativamente todas as empregadas se juntaram para me cantar uma alegre melodia, o que me fez sentir ao mesmo tempo pasmado e observado e decididamente não ajudou a aliviar a minha profunda dor de cabeça. Outra canção surgiu após deixar uma pequena gorjeta (que, descobri depois, não é comum por estes lados), mas o gelado foi precisamente o que estava a precisar para melhorar o meu estado de espírito.
O nosso comboio-bala partiu da Tokyo Station, que o Pete teve dez minutos para apreciar antes de irmos para a nossa plataforma. As primeiras duas horas de viagem passaram a correr, provavelmente por estar a dormir profundamente, mas a terceira hora brindou-nos com um bonito pôr-do-sol e a chegada a Kyoto deu-se sem percalços. Esfomeados e com o Pete a admitir que desde o dia que chegou que não parava de pensar em Sushi, encontrámos um restaurante de tapete rolante onde rapidamente recuperámos os níveis de energia e nutrição enquanto nos ríamos sobre estórias esquecidas da noite anterior.
Beijos e abraços,
Ginete



;)
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